A dança dos Dragões: uma novela sem data pra acabar

Estou lendo a série Crônicas de gelo e fogo. Comecei a ver a série, gostei, achei que o livro devia ser muito melhor, abandonei a série e fui pro livro, e toda vez que alguém fala de alguma coisa maluca que a série inventou e ou exagerou (tipo o roubo dos dragões ou o romance do Renly com o Cavaleiro das Flores), eu acho que minha escolha foi acertada.

Li o primeiro e segundo livros emprestados. O terceiro comecei a ler pirateado, mas depois arranjei emprestado. O quarto eu li piratão mesmo, mas a edição é meio ruim, com erros. comecei a ler o quinto livro em inglês e não consegui, meu inglês não é tão bom assim. Aí peguei o pirata e a edição era bem mais ou menos. Ela nem era a de portugal, era uma tradução amadora do inglês, então imaginem. Resolvi parar por ali e esperar para comprar, já que a edição brasileira viria em breve.

Aí o que aconteceu é sabido, como dizem os Dothrakis. Eu comprei na prevenda e descobri que a edição faltava um capítulo.

Li os comunicados da editora Leya, que prometiam a troca no começo de agosto, automática para os compradores de certos sites, inclusive Walmart, onde comprei.   O começo de agosto veio e seu meio já se foi, e até agora nem uma palavra da editora Leya ou do site do Walmart.   Hoje entrei no site e vi que já estão vendendo a “Edição definitiva”. E sobre o recall, nada. Mandei e-mail pra editora Leya e para oi atendimento Walmart, mas pelo o que eu já vi no reclame aqui, os compradores do submarino, saraiva, americanas e walmart estão na mesma situação, recebem ou respostas padrão inócuas do tipo “Observaremos sua solicitação até que seja proposta uma solução. Seu contato é muito importante para nós” ou então prazos sistematicamente adiados e informações contraditórias.

A situação é clara. A editora Leya se apressou em anunciar o recall, prometer e tal, e agora faz corpo  mole pra execução do compromisso. Com certeza, não pretendem trocar nem 10% dos livros da edição defeituosa, fruto de um trabalho apressado e desleixado. Contam que a maioria dos consumidores deixará por isso mesmo.

A reedição, anunciada como edição definitiva (nós compramos uma edição provisória sem saber…)  já está à venda, com o descarado selo “Nova edição: completa!” (Deveria ser “edição sem erros absurdos!”).

A editora Leya e as lojas virtuais preocuparam-se antes em voltar a embolsar com as vendas do que em consertar a burrada que fizeram com os leitores mais apaixonados, mais fieis e mais confiantes: os que compram na prevenda. Nós, que compramos ainda antes de todos, confiamos na loja e na editora, pagamos pro algo que não receberíamos tão cedo, nós fomos jogados pra escanteio, enquanto eles vão atender os pedidos de quem pode render alguma coisa. O nosso dinheiro eles já ganharam mesmo, nóes que fiquemos a correr atrás de serviços de atendimento e sites de reclamação, mendigando uma resposta. Nós não interessamos mais. Somos os idiotas que dão dinheiro pra eles a troco de qualquer porcaria que queiram empurrar pra nós. Agora somos apenas um problema indesejável.

E pensar que eu deixei de ler o pirata porque queria ler uma boa edição. Ai que ingenuidade. A edição pirata tem muitos erros, mas tem todos os capítulos. E a edição oficial da Leya também tem erros, tá? Há vários pontos com erros, texto esquisitos, escolha improvável de vocabulário… Isso em uma tradução que demorou  UM ANO.

A resposta que a editora me mandou foi a seguinte:

“As trocas já se iniciaram. A quantidade de clientes aguardando o livro é muito grande, por isso pode demorar alguns dias para que você receba o seu exemplar.

É necessário que você aguarde.”

Tenha santa paciência com esse bando de palhaços brincando de editora. Eles não conseguem atender os compradores que compraram há meses, cuja quantidade jé era conhecida antes mesmo de começarem a reimpressão, mas podem atender novos pedidos, aí sim.

O próximo leio pirata, ou me aventuro em inglês (a edição em inglês, importada, é metade do preço da edição brasileira.) só pra ter o prazer de não dar um tostão pra LeYa.

Walmart ainda é um caso a se pensar, já que eles sempre me atenderam bem, e não é culpa deles a trapalhada da editora,  mas vamos ver.

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17 de agosto de 2012. Tags: , , , , , , , , , . Devaneios, Uncategorized. 2 comentários.

As redes sociais

Tem essas pessoas que ficam falando asneiras os tempo todo. Vejo a timeline do facebook e olha, tem gente por que tenho afeto, mas, dadas as coisas que publicam nas redes sociais, perdem o respeito que eu tinha. Me choco com as pessoas. Aquela coisa – você nunca imagina que as pessoas de quem se gosta não tenham o menor bom senso ou senso de ridículo e venham sacudir o seu fanatismo religioso imbecil, homofobia e, de maneira geral, estupidez, na cara de todo o seu círculo social sem o menor constrangimento.

 

Tem essas que até não falam asneiras, defendem posições razoáveis, por vezes até nobres. Mas qual é o sentido de ficar discutido todos os temas com os faladores de abobrinhas, munidos de preconceitos e senso comum que não resistem ao mais leve bom-senso, mas nem por isso arredarão de suas posições? Discutir com essa gente é perda de tempo. Vejo amigos bacanas, inteligentes e bem intencionados perdendo tantas horas nessas discussões que não levam e nem têm como levar a lugar algum.

 

Eu não participo. Só posto status e tweets bobos ou que falem sobre acontecimentos meus. Discutir legalização do aborto, pena de morte ou políticas salariais da educação no facebook? A troco de quê? O máximo que eu consigo com isso é me decepcionar com gente que eu levava em conta. Por outro lado, quando eu pergunto opiniões sobre um baton ou alguma atitude a tomar, só tenho retornos proveitosos e prazerosos.

 

E tem os cachorros e gatos. Eu não gosto de cachorros e gatos, e me aborrece que as redes sociais tenham se tornado, em parte, perpétuas feiras de adoção e fóruns de denúncia de maus tratos. Eu não dou a mínima para esses assuntos, não estou nem aí se for classificada como desalmada por isso, mas no que tange a animais, sim, tenho uma pedra de gelo no lugar do coração. Não significa que eu seja a favor de maus-tratos, eu só não ligo mesmo, acho duas coisas: que eu tenho mais com o que me preocupar e que já tem um número excessivo de pessoas se preocupando com isso.

 

Isso tudo não foi pra chegar a lugar nenhum. Não tem nenhuma conclusão. Foi mais um apanhado das minhas impressões sobre as redes sociais hoje em dia. Tenho meio que preguiça, não sinto muita vontade de participar na maior parte do tempo. Mas gosto muito quando eu entro, meus amigos estão lá, para conversar, dar opinião, enfim, há uma forma de contato rápido e descomprometido que eu aprecio.

15 de fevereiro de 2012. Devaneios. Deixe um comentário.

Marcas

O passado deixa marcas. As consequências são inimagináveis.

A rejeição de oito anos atrás deixou marcas que ainda  são bem vivas.

Ainda hoje acho melhor ser deixada pra trás do que me sentir um problema. Não gosto de sentir que eu atrapalho.

Naquela época eu atrapalhava, eu era um problema.  Hoje eu não sei se sou, mas é assim que me sinto, e essa sensação é insuportável para mim.

Prefiro a ausência do que a presença custosa. Lido melhor com o não do que com um sim de má vontade.

Um namorado me deixou porque eu era complicada demais, ele se sentia aliviado longe de mim. Se sentiu mais feliz e mais leve não tendo que lidar com todo o gigante problema que eu era.

Hoje sou bem menos complicada. Mas ainda sou imprevisível, confusa e tola em muitos momentos. E isso não combina com a vida planejada e retilínea que o meu noivo tenta levar. Minha falta de planejamento, minha confusão, minha falta de rumo frequentemente atrapalham o planejamento disciplinado que ele faz para alcançar seus límpidos objetivos. Não vejo como isso vai funcionar, mas eu tento sair do caminho pra não atrapalhar. Mas aí, como é que se leva uma vida a dois saindo do caminho do outro?

Eu quero encontrar um equilíbrio que agora me parece impossível.

Eu não quero desistir, mas não quero as coisas assim, e não sei o que posso fazer para que elas sejam de outra maneira, para que funcionem, sem que eu atrapalhe.

Não quero ser um peso arrastado pelo caminho dele. Quero achar meu caminho, um caminho que eu possa trilhar ao lado dele. Quero me encontrar sem perdê-lo.

25 de outubro de 2011. Amor, Devaneios. Deixe um comentário.

Sonhos

Sonhos são uma coisa engraçada. Eu sonhei que estava na casa da minha avó e pegava o carro da minha mãe para buscar minhas coisas de venda de cosméticos, mas esquecia quase tudo, e ficava querendo voltar novamente.

 

Depois meus pais saiam e eu ia correndo atras, eles me viam, e davam ré. Eu perguntava se eles iam em casa, ela dizia que sim e ia embora. E eu ficava aborrecida, porque também tinha que ir pra casa.

 

Repentinamente, a rua se enche de pessoas indo fazer enem. Alguns iam fazer a prova na casa da minha avó, e eu fiquei impressionada com como eles se adiantavam. Meu plano era simples: Esperar algum candidato descer de um taxi lá e pegar esse mesmo taxi para ir ao meu local de prova. Nesse meio tempo fiquei sabendo que, depois de ir em casa, minha mãe ia pra minha bisavó, muito perto do meu local de prova. Fiquei ainda mais brava. E então fiquei apreensiva, porque meu local de prova era muito longe, e o trânsito estaria horrível.  Comecei a ficar muito preocupada, o campus da Newton é muito longe. Aí eu acordei.

 

Agora as considerações. Que diabos esse pessoal fazia prova na casa da minha avó?

 

Eu NÃO vou fazer Enem no campus da Newton que é perto da minha bisavó. Lá foi onde eu fiz OAB. Mas os sonhos não são completamente sem pé  nem cabeça, visto que eu farei Enem em outro campus da mesma faculdade. Engraçado isso tudo, afinal eu nem sabia que eu, subconscientemente, estava preocupada com Enem

21 de outubro de 2011. Devaneios. 1 comentário.

Primeiro post

Pronto, criei um blog.

Eu já tinha um blog, primeiro ele não tinha propósito, depois eu ia falar sobre namorar a distância, meu namorado voltou e ele voltou a ficar sem propósito.

Meu namorado lia, mas já não lê mais. Ele esqueceu o endereço, então devia ser mesmo interessantíssimo.

Aí comecei a pensar sobre um novo blog, para falar do quanto eu me sinto perdida. Eu vejo toda a minha geração perdida, dispersa, sem rumo.

É só ver o verbo “procrastinação”. É tão específico, mas tão popular entre os jovens nascidos em meados da década de 80. É o mal da nossa geração, o tempo perdido, a atenção dispersa. Enquanto a doença da geração anterior era o transtorno bipolar, a da nossa geração é o défcit de atenção.

Somos dispersos, imprecisos, generalistas. Não temos grandes objetivos e não vemos sentido em muita coisas. Todo o tempo perdido prenuncia uma geração inteira perdida.

6 de outubro de 2011. Devaneios. Deixe um comentário.