As redes sociais

Tem essas pessoas que ficam falando asneiras os tempo todo. Vejo a timeline do facebook e olha, tem gente por que tenho afeto, mas, dadas as coisas que publicam nas redes sociais, perdem o respeito que eu tinha. Me choco com as pessoas. Aquela coisa – você nunca imagina que as pessoas de quem se gosta não tenham o menor bom senso ou senso de ridículo e venham sacudir o seu fanatismo religioso imbecil, homofobia e, de maneira geral, estupidez, na cara de todo o seu círculo social sem o menor constrangimento.

 

Tem essas que até não falam asneiras, defendem posições razoáveis, por vezes até nobres. Mas qual é o sentido de ficar discutido todos os temas com os faladores de abobrinhas, munidos de preconceitos e senso comum que não resistem ao mais leve bom-senso, mas nem por isso arredarão de suas posições? Discutir com essa gente é perda de tempo. Vejo amigos bacanas, inteligentes e bem intencionados perdendo tantas horas nessas discussões que não levam e nem têm como levar a lugar algum.

 

Eu não participo. Só posto status e tweets bobos ou que falem sobre acontecimentos meus. Discutir legalização do aborto, pena de morte ou políticas salariais da educação no facebook? A troco de quê? O máximo que eu consigo com isso é me decepcionar com gente que eu levava em conta. Por outro lado, quando eu pergunto opiniões sobre um baton ou alguma atitude a tomar, só tenho retornos proveitosos e prazerosos.

 

E tem os cachorros e gatos. Eu não gosto de cachorros e gatos, e me aborrece que as redes sociais tenham se tornado, em parte, perpétuas feiras de adoção e fóruns de denúncia de maus tratos. Eu não dou a mínima para esses assuntos, não estou nem aí se for classificada como desalmada por isso, mas no que tange a animais, sim, tenho uma pedra de gelo no lugar do coração. Não significa que eu seja a favor de maus-tratos, eu só não ligo mesmo, acho duas coisas: que eu tenho mais com o que me preocupar e que já tem um número excessivo de pessoas se preocupando com isso.

 

Isso tudo não foi pra chegar a lugar nenhum. Não tem nenhuma conclusão. Foi mais um apanhado das minhas impressões sobre as redes sociais hoje em dia. Tenho meio que preguiça, não sinto muita vontade de participar na maior parte do tempo. Mas gosto muito quando eu entro, meus amigos estão lá, para conversar, dar opinião, enfim, há uma forma de contato rápido e descomprometido que eu aprecio.

15 de fevereiro de 2012. Devaneios. Deixe um comentário.

Pro-pontos Vigilantes do peso: A decepção

Fiquei decepcionada com o novo programa. Desde o princípio. Quando eu constatei que as fibras aumentavam os pontos dos alimentos estranhei. Afinal, no programa antigo elas eram determinantes para diminuir os pontos. Agora pouco fazem diferença – até aí ok – mas a diferença que fazem é para aumentar os pontos. Como assim?

Certa de que se tratava de um erro de impressão, alertei a instrutora, que falou que era assim mesmo, mas que ia conferir. Estava certa de que  na semana seguinte chegaria a errata.

Mas não foi o que aconteceu. A instrutora disse que a calculadora estava certa, porque os alimentos com fibras geralmente são mais calóricos mesmo, mas que não fazia diferença, porque o que mais contava eram as proteínas e carboidratos, mas que era melhor eu comer coisas com fibras porque saciavam mais.

Poucas reuniões depois, ela explicou o quanto era importante comer frutas por causa das fibras, e legumes, e que sucos e sopas batidas tinha pontos, ao contrário dos in natura, porque as fibras eram quebradas. No final da reunião perguntei se o programa tinha corrigido a posição sobre as fibras, já que a orientação da palestra tinha sido inteiramente contrastante. Ela deu um sorriso amarelo e disse que não, a calculadora estava certa, mas se referia mais a produtos industrializados.

Pra falar a verdade todo esse episódio das fibras já me desgastou bastante. Porque claramente há um erro que eles se recusam a assumir e corrigir. Se tivessem, na semana seguite comunicado que o material veio com um erro, seria ok, todos compreendem, as mudanças sempre trazem contratempos. Mas dizer que não, imagina não tem erro nenhum, é fazer pouco da nossa inteligência.

Divulgar um material que indica que as fibras aumentam a pontuação do alimento, enquanto divulga em cada matéria jornalística que é importante comer fibras, porque elas gastam mais energia para serem digeridas, é, no mínimo desrespeitoso.

Eu mandei e-mails para o vigilantes do peso, por sugestão da orientadora, mas jamais me responderam. Hoje mandei três e-mails, questionando diversos problemas, vamos ver se me respondem (eu duvido que respondam)

O negócio das fibras foi o gatilho da minha irritação, mas não foi a única coisa.

Antes, no programa antigo, podia-se imprimir um arquivo pdf com o caderninho de bolso para anotar os alimentos que consumimos. Como se sabe, o vigilantes incentiva que se anote o máximo de informações, pois um dos pilares do programa é o imperativo “monitore-se”. Com o novo programa o caderninhio sumiu da internet. Distribuíram na primeira semana uma agenda semanal muito boa, reformulada, e informaram que logo estaria à venda uma agenda trimestral, alem da calculadora eletrônica, que já havia sido propagandeada na revista Veja.

A agenda de papel até hoje não está disponível para venda. A eletrônica chegou essa semana. Foram meses aguardando.

Ademais, agora são apenas quatro livretos de orientação, além do guia de bolso e sugestões de cardápio. Te dão material por quatro semanas, e depois mais nada. Os livros de receita que ainda são vendidos estão com a pontuação antiga. Há promessas de que está sendo feito um material para adaptar a pontuação, mas até agora tem sido só conversa fiada.

Visivelmente a transição foi feita de forma mal planejada e atropelada. Presumo que queriam mudar no início do ano, quando muitos, no cumprimento de suas resoluções de início de ano, recorrem ao programa em busca de apoio. Implantaram o novo sistema e dispararam artigos na imprensa. Mas iniciaram o novo programa sem material de apoio (agendas, calculadoras e fichário), como pontos do programa mal esclarecidos (a questão das fibras). Não respondem a dúvidas enviadas pelo site e nas reuniões superlotadas só há sorrisos amarelos e desculpas esfarrapadas.

O material antigo vinha com receitas, dicas e eram 12 livretos. Agora são quatro, muito mais sucintos. E vieram com erro. Foleando o guia de bolso para mostrar a uma amiga interessada, constatei dois erros. Na página 48 temos sugestão de lanches com 0 pontos. O palmito está entre eles. Logo ali, na página 50, temos sugestões de lanches com 1 ponto. E adivinhe só? Temos palmito entre eles. Na lista o palmito consta como alimento 0 ponto.

Nas páginas 80/81 temos a tabela de pró-pontos ativos, que ganhamos quando fazemos exercício físico. Fui conferir quantos ganho na aula de spinning, que dura cerca de 40 minutos. Para minha surpresa, 30 minutos de atividade em intensidade moderada, para meu peso geram 3 pontos extras. 40 minutos geram 2 pontos extras. Conferi a tabela, e percebi que na verdade ela traz o mesmo número de pontos para qualquer peso (normalmente, quanto mais pesada a pessoa é, mais pontos elagera com exercícios

O que eu vejo nisso é que o programa vigilantes do peso tem se preocupado mais com marketing e vendas do que com seus associados. Suponho que no início eram guiados pela vocação de ajudar pessoas a alcançar uma perda de peso saudável, promovendo uma reeducação alimentar, uma consciência a respeito da relação com a comida.

Hoje na reunião o que se vê são mais pessoas magras querendo perder dois quilinhos. E o programa buscando lucrar o máximo sobre as pessoas que vêm e ficam pouco. É uma dieta como outra qualquer. O caráter de grupo de apoio, que era o que eu procurava quando fui ao vigilantes, está desfeito. A orientadora mal tem tempo de dizer olá, quanto mais orientar. E eles não abrirão muitas reuniões para preservar a pessoalidade do programa, porque o que interessa é que a reunião seja bem cheia e lucrativa.

10 de fevereiro de 2012. Dieta. 25 comentários.