Marcas

O passado deixa marcas. As consequências são inimagináveis.

A rejeição de oito anos atrás deixou marcas que ainda  são bem vivas.

Ainda hoje acho melhor ser deixada pra trás do que me sentir um problema. Não gosto de sentir que eu atrapalho.

Naquela época eu atrapalhava, eu era um problema.  Hoje eu não sei se sou, mas é assim que me sinto, e essa sensação é insuportável para mim.

Prefiro a ausência do que a presença custosa. Lido melhor com o não do que com um sim de má vontade.

Um namorado me deixou porque eu era complicada demais, ele se sentia aliviado longe de mim. Se sentiu mais feliz e mais leve não tendo que lidar com todo o gigante problema que eu era.

Hoje sou bem menos complicada. Mas ainda sou imprevisível, confusa e tola em muitos momentos. E isso não combina com a vida planejada e retilínea que o meu noivo tenta levar. Minha falta de planejamento, minha confusão, minha falta de rumo frequentemente atrapalham o planejamento disciplinado que ele faz para alcançar seus límpidos objetivos. Não vejo como isso vai funcionar, mas eu tento sair do caminho pra não atrapalhar. Mas aí, como é que se leva uma vida a dois saindo do caminho do outro?

Eu quero encontrar um equilíbrio que agora me parece impossível.

Eu não quero desistir, mas não quero as coisas assim, e não sei o que posso fazer para que elas sejam de outra maneira, para que funcionem, sem que eu atrapalhe.

Não quero ser um peso arrastado pelo caminho dele. Quero achar meu caminho, um caminho que eu possa trilhar ao lado dele. Quero me encontrar sem perdê-lo.

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25 de outubro de 2011. Amor, Devaneios. Deixe um comentário.

Sonhos

Sonhos são uma coisa engraçada. Eu sonhei que estava na casa da minha avó e pegava o carro da minha mãe para buscar minhas coisas de venda de cosméticos, mas esquecia quase tudo, e ficava querendo voltar novamente.

 

Depois meus pais saiam e eu ia correndo atras, eles me viam, e davam ré. Eu perguntava se eles iam em casa, ela dizia que sim e ia embora. E eu ficava aborrecida, porque também tinha que ir pra casa.

 

Repentinamente, a rua se enche de pessoas indo fazer enem. Alguns iam fazer a prova na casa da minha avó, e eu fiquei impressionada com como eles se adiantavam. Meu plano era simples: Esperar algum candidato descer de um taxi lá e pegar esse mesmo taxi para ir ao meu local de prova. Nesse meio tempo fiquei sabendo que, depois de ir em casa, minha mãe ia pra minha bisavó, muito perto do meu local de prova. Fiquei ainda mais brava. E então fiquei apreensiva, porque meu local de prova era muito longe, e o trânsito estaria horrível.  Comecei a ficar muito preocupada, o campus da Newton é muito longe. Aí eu acordei.

 

Agora as considerações. Que diabos esse pessoal fazia prova na casa da minha avó?

 

Eu NÃO vou fazer Enem no campus da Newton que é perto da minha bisavó. Lá foi onde eu fiz OAB. Mas os sonhos não são completamente sem pé  nem cabeça, visto que eu farei Enem em outro campus da mesma faculdade. Engraçado isso tudo, afinal eu nem sabia que eu, subconscientemente, estava preocupada com Enem

21 de outubro de 2011. Devaneios. 1 comentário.

Virando

Sofro de insônia. Ou só deixei meu sono se desregular demais, não sei. De vez em quando viro uma noite na esperança de que  no dia seguinte eu entre nos eixos, esteja tão cansada lá pelas 10 horas que não tenha como não dormir. Fiz isso na semana passada, e no dia seguinte dormi às 3, como sempre. Hoje eu ia fazer isso, mas cometi o pior erro: troquei o dia pela noite. Dormi o dia inteiro.

Que erro, que burrice.

Mas vou tentar dormir assim que voltar do cursinho.

Porque é tudo uma questão de hábito. Alimentação, sono, exercício, tudo uma questão de hábito.

Basta olhar pra minha vida e ver que eu estou desregrada, como errado, durmo errado e estou sedentária.

Preciso mesmo de uma revolução na minha vida, Vou  dar uma olhada na dieta sem dieta de novo, um livro sobre a mudança de hábitos.

10 de outubro de 2011. Uncategorized. Deixe um comentário.

Primeiro post

Pronto, criei um blog.

Eu já tinha um blog, primeiro ele não tinha propósito, depois eu ia falar sobre namorar a distância, meu namorado voltou e ele voltou a ficar sem propósito.

Meu namorado lia, mas já não lê mais. Ele esqueceu o endereço, então devia ser mesmo interessantíssimo.

Aí comecei a pensar sobre um novo blog, para falar do quanto eu me sinto perdida. Eu vejo toda a minha geração perdida, dispersa, sem rumo.

É só ver o verbo “procrastinação”. É tão específico, mas tão popular entre os jovens nascidos em meados da década de 80. É o mal da nossa geração, o tempo perdido, a atenção dispersa. Enquanto a doença da geração anterior era o transtorno bipolar, a da nossa geração é o défcit de atenção.

Somos dispersos, imprecisos, generalistas. Não temos grandes objetivos e não vemos sentido em muita coisas. Todo o tempo perdido prenuncia uma geração inteira perdida.

6 de outubro de 2011. Devaneios. Deixe um comentário.